Os 2 pecados que levam para o inferno, parte 1/2 (A Bíblia para Mim 09)

Este é o esboço textual pensado para a produção do programa em áudio A Bíblia para mim, episódio 09. O programa pode ser escutado em abibliaparamim.antoine.com.br.


09 - Os 2 pecados que levam para o inferno, parte 1/2

Até onde posso dizer, há somente 2 pecados que resultam na condenação eterna. A blasfêmia contra o Espírito Santo é um deles (o outro veremos no próximo episódio).

Vamos ver o que Jesus fala sobre esse pecado no evangelho segundo Mateus, capítulo 12, versículos 31 a 32: “Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens. E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.”

Nesse contexto, que se inicia no versículo 12, Jesus curou um cego e mudo, e os fariseus, com inveja, diziam que o poder de Jesus contra os demônios vinha do príncipe dos demônios, o líder e chefe deles, Belzebu, Satanás. Ora, sabemos que o poder de Jesus é o poder de Deus, operado pelo Espírito Santo. Ao apontarem o dedo para o Espírito Santo no Senhor Jesus, e o chamarem de poder do Diabo, os fariseus rejeitaram o poder de Deus no mundo e também em suas próprias vidas. Com isso, invocaram para si o juízo de Deus contra um pecado sem perdão.



Há duas características importantes desse pecado. Em primeiro lugar, é uma ofensa consciente. Os fariseus, pessoas instruídas nas Escrituras, eram inteligentes o suficiente para saberem que não havia cabimento na acusação. Jesus demonstrou isso muito bem ao redargui-los:

Se Satanás está lutando contra si mesmo, não tem como manter seu reino; logo, como dizem que uso o poder dele para expulsar os demônios? Aliás, se eu os expulso pelo poder de Satanás, aqueles entre vocês, os seus filhos (que também fazem isso), por quem eles os expulsam? (Veja os v. 25-27 de Mateus 12.)

Os fariseus, portanto, podiam ver o poder de Deus, não foi ignorância, mas por maldade falaram contra o Espírito Santo para desacreditar o Filho de Deus.

Outra característica desse pecado: ele foi cometido quando Jesus Cristo estava fisicamente na terra. Entendo que esse pecado não pode ser repetido no presente tempo, em que Cristo está no céu. Por quê?! Porque aquele em quem está a plenitude do Espírito não está de corpo presente, e somente ele faz toda a vontade do Pai pelo poder do Espírito. Ao se rejeitar conscientemente o poder do Deus vivo que veio em carne, ofende-se o Espírito Santo; quando, porém, rejeita-se uma obra miraculosa hoje, e se blasfema contra o homem ou a mulher usado para isto, há o fator da incerteza e da incredulidade. As pessoas podem não estar prontas para crer, ou podem duvidar da fonte desse poder, pois não é Deus em carne operando em sua frente. Não é uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não é um pecado sem perdão, duvidar de um milagre ou de sua origem divina, até porque, hoje, somos advertidos a ter cautela devido aos falsos profetas que surgem, que invocam o nome do Senhor e fazem milagres, mas não são conhecidos pelo Senhor (confira Mateus 7:15,21-23).

Mesmo que se defenda a possibilidade de cometer esse pecado hoje em dia, não há como dizer que é imperdoável. Depois que Jesus disse essas palavras, Ele virou outra página, a página da sua própria vida, que diz, em João 3:14-15: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” A Sua morte expiatória na cruz, crida pelo pecador, apaga todos os seus pecados e lhe dá uma nova vida, onde não há maldição, mas vida eterna.



Eu me despeço em nome de Jesus.

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